3 de dezembro de 2020

A 3ª explosão; magnitude do terremoto é corrigida para 9 graus

Na VEJA Online: A agência de segurança nuclear do Japão informou na manhã de terça-feira (noite de segunda no Brasil) que uma explosão (foto acima) foi ouvida no reator número 2 da central nuclear de Fukushima 1, danificada pelo terremoto registrado na última sexta-feira na costa nordeste do Japão. Um porta-voz da agência informou que […]

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Na VEJA Online:
A agência de segurança nuclear do Japão informou na manhã de terça-feira (noite de segunda no Brasil) que uma explosão (foto acima) foi ouvida no reator número 2 da central nuclear de Fukushima 1, danificada pelo terremoto registrado na última sexta-feira na costa nordeste do Japão.

Um porta-voz da agência informou que a explosão foi ouvida às 6h10. No entanto, nenhum outro detalhe foi revelado. Os problemas de Fukushima Daiichi começaram quando o tremor causou danos ao sistema de resfriamento dos reatores do complexo.

Nesta segunda-feira, o Serviço Geológico dos Estados Unidos, agência americana que estuda terremotos, revisou a magnitude do tremor de 8,9 graus na escala Richter para 9,0. Com isso, o incidente subiu de sétimo para quarto na escala de intensidade da agência, empatado com o tremor de 1952 na Rússia, o de 1700 na região da Califórnia (EUA) e de 1868 no Peru.

A magnitude de 9,0 também coloca o tremor como o pior no Japão desde que registros instrumentais modernos começaram a ser feitos, há 130 anos. O tremor gerou um tsunami que atingiu diversas cidades, provocou incêndios e causou danos ao sistema de resfriamento dos reatores do complexo nuclear de Fukushima Daiichi. Por precaução, cerca de 200.000 moradores já foram retirados das imediações.

Segundo o governo, o mais recente saldo de vítimas divulgado pela polícia indica que 1.898 morreram em consequência do terremoto e do tsunami. O número, porém, ainda deve aumentar e as autoridades estimam que a cifra final deve superar os 10.000. Pelo menos 15.000 estão desaparecidas.

Instabilidade
O reator número 2 da usina nuclear de Fukushima no Japão voltou nesta segunda-feira a ficar instável apesar da injeção de água salgada em seu contêiner secundário para tentar resfriar o núcleo e impedir uma fusão que emita radioatividade. De acordo com o porta-voz governamental, Yukio Edano, o reator “ainda não está estável”, mas não registrou um aumento drástico da ionização.

A empresa operadora da usina, Tokyo Electric Power Co. (Tepco), assegura que durante a madrugada se reduziu a pressão dentro da parte externa que protege o núcleo e espera que tenha subido o nível de água depois que as varetas de combustível ficassem parcialmente descobertas no domingo. Se o núcleo começar a fundir, isso provocará uma situação de emergência por vazamento de radiação.

O reator número 2 da usina de Fukushima sofreu no domingo um falha em uma de suas 10 válvulas que afetou o sistema de refrigeração, algo similar ao ocorrido antes da explosão dos reatores 1 e 3 da mesma usina após o terremoto. A Tepco assinalou que a radiação emitida na noite de domingo chegou a 3.310 microsieverts, seis vezes acima do nível legal permitido. Os operários da usina tentam agora abrir mais válvulas com a esperança que por uma delas possam introduzir de novo água salgada para refrigerar e manter estável o núcleo do reator. Aqui

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