3 de dezembro de 2020

Assim não dá: “É uma rachadura? É um buraco? Não é nada? Isso não sabemos ainda”

Num dos posts abaixo, observei que a desinformação dos especialistas sobre a extensão do acidente nuclear é assustadora. Afinal, não se está lidando com uma irrelevância qualquer. Pois bem. Leiam a declaração de Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Numa entrevista coletiva, ele admitiu que pode ter havido danos no núcleo do […]

Num dos posts abaixo, observei que a desinformação dos especialistas sobre a extensão do acidente nuclear é assustadora. Afinal, não se está lidando com uma irrelevância qualquer. Pois bem. Leiam a declaração de Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Numa entrevista coletiva, ele admitiu que pode ter havido danos no núcleo do reator 2 da usina de Fukushima e no chamado vaso de contenção primária. Expressou-se assim:
“É uma rachadura? É um buraco? Não é nada? Isso não sabemos ainda”.

Acho que a fala é um bom emblema do que acontece lá. Não dá para submeter as dúvidas do sr. Amano a uma votação democrática, certo? Todos escolheríamos a alternativa “não é nada”. Mas não é assim que se resolve uma crise nuclear.

Uma coisa é certa: o Japão e o mundo não podem ficar expostos a esse grau de risco e incerteza. O acidente expôs a necessidade de rever com urgência as regras de segurança de operação das usinas.

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