28 de novembro de 2020

“Crise é a mais grave desde a 2ª Guerra”

Por Cláudia Trevisan, no Estadão: O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou ontem que o país vive sua mais grave crise desde a devastação provocada pela 2.ª Guerra, há 65 anos. A crise humanitária provocada pelo terremoto seguido de tsunami e a ameaça de um desastre nuclear se agravam a cada dia, com centenas de […]

Por Cláudia Trevisan, no Estadão:
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou ontem que o país vive sua mais grave crise desde a devastação provocada pela 2.ª Guerra, há 65 anos. A crise humanitária provocada pelo terremoto seguido de tsunami e a ameaça de um desastre nuclear se agravam a cada dia, com centenas de milhares de pessoas em abrigos provisórios e inúmeras cidades com falta de água, comida e combustível.

Cerca de 1,8 milhão de residências estão sem energia e o governo começará hoje a racionar eletricidade em Tóquio para evitar um blecaute no sistema. Quinhentas mil famílias estão sem água e os serviços de transporte continuam interrompidos em várias áreas do nordeste do país.

Estradas parcialmente destruídas e linhas de trem interrompidas dificultam as operações de resgate e de distribuição de suprimentos. Um foto área divulgada ontem pela agência de notícias Kyodo News mostrava uma imensa fila de pessoas em busca de água.

Autoridades disseram que mais de 10 mil pessoas podem ter morrido no desastre provocado pelo tremor que atingiu o país na sexta-feira, cuja intensidade foi revista para 9 graus na escala Richter. Só na cidade de Minamisanriku, 10 mil pessoas estão desaparecidas, mais da metade dos 17 mil habitantes do lugar.

O governo japonês dobrou ontem para 100 mil o contingente de soldados envolvidos na operação de resgate, número que corresponde a 40% das tropas do país, na maior mobilização das Forças Armadas desde a 2ª Guerra.

Cerca de 400 mil pessoas foram retiradas em razão do desastre e outras milhares continuam isoladas, à espera de resgate. O tremor ocorreu a 130 quilômetros da costa do Japão e provocou ondas de até dez metros de altura, que arrastaram pessoas, casas, navios, carros e devastaram cidades e vilas.

As imagens da devastação lembram cenários de filmes apocalípticos, com barcos, carros e casas lado a lado em meio à destruição. Equipes de resgate de vários países se juntaram às japonesas nos últimos dois dias. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Japão, 69 nações já haviam oferecido ajuda até ontem. Aqui

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