28 de novembro de 2020

Incêndio em prédio de reator 4 agrava crise nuclear

A situação só faz se agravar na usina nuclear de Fukushima Daichi, no Japão. Os reatores 1, 2 e 3 já tinham sofrido explosões. Agora houve um incêndio no prédio do reator quatro. As autoridades admitem abertamente que o país corre o risco de um desastre nuclear de grandes proporções — ainda não um Chernobyl, […]

A situação só faz se agravar na usina nuclear de Fukushima Daichi, no Japão. Os reatores 1, 2 e 3 já tinham sofrido explosões. Agora houve um incêndio no prédio do reator quatro. As autoridades admitem abertamente que o país corre o risco de um desastre nuclear de grandes proporções — ainda não um Chernobyl, se isso tranqüiliza alguém. Os trabalhadores que faziam o trabalho de emergência tiveram de deixar o local. Os esforços têm-se mostrado até agora infrutíferos.

Às 11h (23h no Brasil), Naoto Kan, primeiro-ministro do Japão, fez um pronunciamento oficial para anunciar as novas medidas e o agravamento do quadro. As pessoas que moravam a até 10 km da usina já deixaram as suas casas. As que residem entre 10 km e 20 km estão sendo retiradas. E as que se situam entre 20 km e 30 km devem permanecer dentro de suas casas.

Alguns minutos depois da explosão no reator 2, os níveis de radiação subiram drasticamente. O jornal El País informa que os especialistas imaginavam que isso se devia à explosão, mas constataram depois que decorria do incêndio no prédio do reator 4; embora ele estivesse inativo, estava havendo combustão de material radioativo. A radiação nas imediações da usina chegou a superar em 10 mil vezes o limite permitido.

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